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SERPENTINE SACKLER GALLERY, EM LONDRES, PRESTA HOMENAGEM A ZAHA HADID
06 Dezembro 2016

A Serpentine Sackler Gallery, em Londres, projetada por Zaha Hadid Architects, vai dedicar uma grandiosa exposição à famosa arquiteta iraquiana falecida em março deste ano. Entre 8 de dezembro de 2016 e 12 de fevereiro de 2017 estarão em exibição alguns dos primeiros trabalhos de pintura e desenho de Zaha Hadid, da década de 1970 aos anos 90, que serviram de base para a sua arquitetura. 

O desenho e a pintura foram fundamentais para o trabalho de Zaha Hadid. Influenciada por Malevich, Tatlin e Rodchenko, a arquiteta usou desenhos caligráficos como o principal método para visualizar as suas ideias arquitetónicas. Para Hadid, a pintura era uma ferramenta de design, uma estrutura investigativa para imaginar a arquitetura e a sua relação com o mundo em que vivemos.

Concebida como o manifesto de Hadid de um mundo utópico, a exposição da Serpentine Sackler Gallery pretende revelar as suas visões abrangentes de espaço e realidade.

Zaha Hadid (1950-2016) formou-se em Arquitetura pela Architectural Association de Londres. Em 1979, estabeleceu-se em Londres, onde começou a desenvolver os seus projetos de arquitetura neo-modernista, baseada no construtivismo e suprematismo do início do século XX. A iraquiana “anulou” o modernismo formal de Mies van der Rohe e Le Corbusier e as antigas regras de espaço – paredes, teto, frente e traseiras, ângulos retos – e substitui-os pelo que ela própria denominou de “uma nova espacialidade fluida”.

Zaha Hadid encheu o mundo com as suas obras. Em 1999, foi convidada a criar um espaço dentro do Millenium Dome, em Londres, batizado de Mind Zone. Em 2000 foi concluído o pavilhão do jardim Weil am Rhein, na Alemanha. Depois vieram a estação de Estrasburgo, em França, e a rampa de esqui em Innsbruck, na Áustria, finalizadas em 2001 e 2002, respetivamente. Estes dois projetos foram capas de revistas em todo o mundo. Em 2000 conquistou o primeiro prémio na competição para o terminal marítimo de Salerno, em Itália. No ano seguinte ganhou o prémio pelo plano geral do Polo de Ciência de Singapura. Em 2002 foi a vez da sede da BMW, em Leipzig, na Alemanha, e do Centro de Arte, em França. 

2003 foi o grande ano de Zaha Hadid. Além de receber o Prémio Mies van der Rohe de melhor edifício da Europa, viu concluída uma das suas obras mais importantes: o Centro de Arte Contemporânea Rosenthal, em Cincinnati, nos Estados Unidos, cujo concurso venceu em 1998. O edifício recebeu grandes elogios por parte da imprensa norte-americana e foi considerado o mais importante museu norte-americano desde o pós-guerra. Em 2004 recebeu o Prémio Pritzker de Arquitetura, pelo conjunto da sua obra. 

Zaha Hadid definiu uma nova ótica da arquitetura, criando edifícios com múltiplas perspetivas e geometria fragmentada. Trabalhou a deformação, a justaposição e a estratificação nos seus projetos, suscitando a curiosidade do público pelo elevado grau de complexidade e peculiaridade das suas obras.

 

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